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domingo, 4 de julho de 2010

Mercado Fonográfico Brasileiro

O mercado fonográfico não só brasileiro como mundial já vem enfrentando uma crise considerável há alguns anos. Com a presença maciça da pirataria, agora cada vez mais comum, e com a facilidade do download de músicas pela internet, a venda de produtos físicos, como o CD e o DVD vêm caindo gradativamente.

A respeito dessas polêmicas questões, alguns cantores entram em divergência de opiniões. O vocalista da banda Detonautas, Tico Santa Cruz, esclarece: “Como músico acredito que a música é livre para as pessoas ouvirem da forma que quiserem. Agora, do lado de quem trabalha na indústria, tem que haver um meio termo para que as pessoas que trabalham e vivem da música possam ser recompensadas pelo seu trabalho...”. Indo contra este pensamento, o cantor e compositor Leoni, junto com outros artistas da MPB (Música Popular Brasileira), idealizou o manifesto Música Para Baixar (MPB), no qual defendem o livre download de suas músicas, tendo por finalidade: "a flexibilização das leis da cadeia produtiva, para que estas assegurem o direito do autor(a), mas também a difusão livre e democrática da música".

Em 2009, no entanto, houve uma redução na venda de discos físicos (CD’s) na ordem de 12%, mas, em compensação, o faturamento de faixas digitais cresceu 9,2% em todos os continentes, possibilitando o crescimento do mercado fonográfico em 13 países e um expressivo aumento nas vendas da música pela internet, devido a um valor mais acessível à população.

Segundo uma reportagem da IFPI (International Federation of the Phonographic Industry), o Brasil é uma grande potência no mercado fonográfico digital, uma das razões são as inovações de mercado e de tecnologia, como o Orkut, YouTube e MySpace, que são redes sociais de grande audiência em nosso país, fazendo assim, com que sejamos a maior indústria da América Latina em 2009, além de ressaltar que no futuro o país será um dos maiores mercados digitais do mundo, devido aos altos índices de crescimento a cada ano.

Agora só nos resta acompanhar os dados, discussões e valores dos produtos da indústria fonográfica, para vermos como esta se posicionará nos próximos anos, até porque segundo opinião de Paulo Rosa, presidente da ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Disco), ter crescimento é uma grande vitória, mas que não deve ser festejada.

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