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domingo, 4 de julho de 2010

Egípcios, precursores do livro ilustrado e das histórias em quadrinhos

É interessante citar duas formas de expressão das quais os egípcios podem se dizer os precursores: os livros ilustrados e as histórias em quadrinhos.

De acordo com o livro, Evolução na Comunicação de Giovanni Giovannini, verdadeiros livros ilustrados eram os chamados “Livros dos Mortos”; não se sabe se foram assim denominados pelos árabes ou pelos primeiros estudiosos em egiptologia, estudo das coisas antigas do Egito, como seus monumentos, literatura, entre outras coisas. Eram rolos, geralmente de papiro, manuscrito antigo feito de folha de planta, mas, às vezes, de couro ou de linho, sobre os quais imagens ricamente coloridas ou desenhos a tinta decoravam um texto com hieróglifos, cujo principal objetivo era glorificar os feitos do rei, que acreditava ser a reencarnação do Deus Sol; esses textos eram considerados mágicos, utilizados principalmente em rituais religiosos ligados a morte, que era uma das maiores preocupações dos egípcios, prova disso foram as construções de pirâmides. Eram colocados nas tumbas dos defuntos mais ricos e foram encontrados centenas de exemplares, alguns com mais de dez metros de comprimento; quanto mais importantes fossem os mortos mais cobertos de textos eles eram; essas mensagens tinham função de demonstrar força e poder. Portanto, pode-se pensar que os textos, que com o passar do tempo tornaram-se convencionais, fossem fabricados em série pelos sacerdotes e que se deve ver nesta produção o sinal de um comércio inicial de livros.

Os relevos e pinturas nas tumbas onde os hieróglifos citam as palavras dos personagens reproduzidos aproximam-se, ao contrário, das nossas histórias em quadrinhos. Essas imagens revivem de modo extraordinariamente pitoresco os primeiros habitantes do vale do Nilo, sejam ao descreverem cenas da vida cotidiana (conversas durante banquetes, textos de canções), sejam ao comemorarem em vestes oficiais os feitos dos soberanos.

Sem dúvida alguma, trata-se de uma analogia, sobretudo formal, na medida em que, nas intenções dos egípcios, esta forma de expressão refletia uma concepção mágica da escrita e da imagem, ambas consideradas capazes de evocar a própria realidade das pessoas e das ações registradas.

O traço característico da escrita egípcia é a relação que ela teve com a arte, mais estreita do que qualquer outra., o que levou ao surgimento do livro ilustrado e das histórias em quadrinhos, duas invenções presentes até hoje.

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