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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

The X Factor: Com o sucesso do reality nos EUA franquia confirma 3ª temporada


O programa que começou em 2004 no Reino Unido e ganhou o mundo é exibido, atualmente, em mais de 35 países. A rivalidade com outros programas similares, como o “American Idol” e o “The Voice” não assustam a franquia criada por Simon Cowell, que já revelou 70 vencedores e consagrou artistas como Leona Lewis e o grupo teen One Direction ao longo de suas edições. A estreia da 2ª temporada nos Estados Unidos, que aconteceu no dia 12 de setembro chegou ao Brasil em 02 de outubro, acompanhando participantes americanos na disputa pelo grande prêmio de cinco milhões de dólares.

Sob o lema “isso mudará tudo”, a atração, que chegou na última semana a etapa dos lives (performances ao vivo) é televisionada toda terça e quarta pelo canal Sony às 22 horas.

DADOS

Audiência dos primeiros episódios do X Factor nos Estados Unidos:

*Rating: porcentagem total do público alvo (18-49 anos) do país = 3.3%
*Share: porcentagem do público alvo (18-49 anos), porém, não do total do país, mas das pessoas que estavam assistindo TV naquele momento = 10 a 11%;
*Audiência: público total em milhões = em torno dos 9 milhões;

SUCESSO NA REDE

A estreia do programa movimentou intensamente as redes sociais, gerando aproximadamente 1.4 milhão de mensagens no Twitter e Facebook — esse é o maior número já registrado em uma estreia de série de TV. Os vídeos das audições dos candidatos já contabilizam milhões de visualizações no Youtube. Para se ter ideia do impacto do X Factor, o concorrente The Voice reuniu apenas 202 mil mensagens em seu programa de estreia no dia 10 de setembro. Ano passado, a estreia do X Factor nos Estados Unidos moveu 190 mil mensagens nas redes sociais.

Os mentores: Demi Lovato, Britney Spears, Simon Cowell e L.A Reid


O mar pode se tornar a principal fonte de energia para os próximos anos


O Brasil começou em junho deste ano (2012) sua primeira grande experiência para aproveitar a energia das ondas do mar. A primeira usina de ondas da América Latina instalada no Porto do Pecém, a 60 quilômetros de Fortaleza, Ceará, foi lançada oficialmente durante a Rio+20. Para os pesquisadores, o local é um laboratório em escala real onde serão ampliados os horizontes para produção de energia limpa e renovável.

Foram investidos cerca de R$ 12 milhões em fabricação e instalação para monitorar o funcionamento de duas células de produção de energia da usina, que ainda acoplou um protótipo de uma usina de dessalinização de água do mar (processo de retirada do sal da água para que se torne potável).

O projeto de 200 metros quadrados foi desenvolvido pelo governo do estado, em parceria com pesquisadores da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), a Cearaportos e a multinacional Tractebel, e deverá funcionar por três anos para avaliação.

A análise será realizada com base na tecnologia que aproveita a regularidade dos ventos e frequência das ondas do mar no litoral cearense para a produção de energia elétrica. A produção de 100 KW é o equivalente ao consumo de 60 casas do padrão médio de consumo de energia elétrica no Estado. O secretário de Meio Ambiente do Ceará, Paulo Lustosa diz que, mesmo em fase de pesquisa, já é um grande avanço:

“Nós não temos rios para fazermos grandes hidrelétricas e dependemos da energia que vem de fora. Mas mar nós temos de sobra. O projeto nos eleva a um patamar muito bom de inovação”, ressalta.

Atualmente, quase 99% da energia elétrica do Ceará são garantidos por hidrelétricas de outros estados, por isso, a implementação do projeto visa a utilização dos recursos naturais de que o estado dispõe, além de reduzir e, talvez, acabar com a dependência de energia externa. Outros projetos também contam com o apoio do governo local que, por meio do Programa de Incentivo às Energias Renováveis (Proinfa), possibilita a exploração deste mercado por diversas empresas interessadas na problemática. Esses fatores foram fundamentais para a escolha da região:

“Em alguns locais, há grande vantagem estratégica para a usina de ondas. Por exemplo, há estudos para o arquipélago de Fernando de Noronha, onde a energia vem da queima de diesel. Porém, isso leva a riscos ambientais, inclusive em relação ao transporte do combustível”, explica Segen Estefen, professor de Engenharia Oceânica da Coppe.

Uma das vantagens da usina de ondas do Porto do Pecém é justamente o seu baixo impacto ambiental, se comparado às demais formas de produção de energia já existentes, pois se trata de uma fonte limpa de energia e não necessita represar a água.

“A questão agora é descobrir se poderemos expandir para gerar energia em larga escala. Se conseguirmos, seremos pioneiros na tecnologia. O Brasil está na ponta de lança”, afirma Lustosa.





- No mundo

A empresa emergente Ecotricity, do Reino Unido, divulgou o projeto do Searaser, um novo mecanismo para produção de energia elétrica mediante o uso da força das ondas do mar.

"Ele tem um projeto simples e nós acreditamos que ele irá produzir eletricidade mais barata do que qualquer outra tecnologia alimentada pelas ondas, ou mesmo mais barata do que qualquer outra energia renovável," conta Alvin Smith, idealizador do aparelho.

O primeiro protótipo, que deverá entrar em testes em 2014 tem o benefício de ser um equipamento de pequeno porte, e por ser instalado próximo à costa, em águas rasas, os projetistas esperam reduzir custos de material e de manutenção. Por outro lado, tem como principal limitador a competição com áreas de lazer e pesca e sujeita a entraves de natureza ambiental.

Falando em Inglaterra, um estudo recente prevê que, até 2050, a energia das ondas poderá render até 190 gigawatts de eletricidade, o que equivale a 3 vezes toda a energia elétrica produzida hoje no país. Vale ressaltar que em 2010 a Inglaterra criou o Wave Hub, a primeira infraestrutura do mundo para aproveitar a energia das ondas e das marés.