Desde sempre o homem tem a necessidade de contar histórias, e não apenas relatar, de registrá-las também, pois só assim, muitas outras pessoas tomarão conhecimento e os fatos poderão marcar toda uma época. Vimos isso nas pinturas em cavernas, nos livros ilustrados, nas histórias em quadrinhos, dentre outros, até chegarmos ao convencional livro. Foi neste que o jornal foi inspirado, depois veio a revista, e como não é só a história que avança, a tecnologia fez surgir o rádio, que anos mais tarde ganhou imagem e desencadeou no aparecimento da televisão, e hoje vivemos o ápice: a internet.
Para poder dar conta de encher as páginas das publicações com informação, a profissão de Publicista foi crescendo cada vez mais. Até a década de 50, estes viveram o auge do jornalismo, com grande status. Já a década de 60 foi marcada pela censura da Ditadura Militar, onde os profissionais, juntamente com as instituições que trabalhavam, eram perseguidos, com isso, apenas anos mais tarde, que voltaram a ser reconhecidos e devidamente respeitados.
Assim como os jornalistas, os meios de comunicação também passaram por dificuldades. Além da repreensão, que ocasionou o desaparecimento de muitos deles, o surgimento das novas ferramentas comunicacionais abalaram as já existentes, que tiveram que se reestruturar, criar estratégias e fortalecer suas raízes, que as fizeram conseguir seu público fiel, para poder se manter. Nenhum meio de comunicação acabou com outro, pois na verdade um é o complemento do outro, e cada um tem seu estilo (exemplo: o rádio como sendo apenas um aparelho de transmissão de voz, mexe com a nossa imaginação, já na televisão não, temos a cobertura por completo de um fato jornalístico, com áudio e imagem).
Hoje, a briga é pela rapidez da informação, em quem dá a notícia primeiro. Porém, só quem pode entrar nesta disputa é o rádio, a internet e a televisão, que sai na desvantagem entre os outros, pois como é visual, além de informar, tem que conseguir imagem para cobrir a narração. O jornal não foi citado, visto que algo acontece hoje, mas só é publicado no dia seguinte, já que este é um veículo diário, e não instantâneo como os outros. A revista nem se fala, pois suas publicações só são disponibilizadas para o público semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente, logo ao noticiar, faz um acompanhamento jornalístico sobre o desenrolar daquele acontecimento.
Talvez o diploma pra Jornalismo tenha caído, embora esteja em discussão ainda, pelo fato da facilidade de conteúdo e de atualmente qualquer pessoa poder informar, contar, relatar, narrar ocorrências através de ferramentas como rádios comunitárias, blogs, Twitter, sites, Eu Repórter, e afins. Porém, uns pontos a serem analisados: pessoas se automedicam, mas não podem ser médicas; pessoas têm conhecimento de certas leis, mas não podem ser advogados... Não só nessas profissões, mas em tantas outras, tem que ter estudo para poder exercer, porque no Jornalismo não? Informar é coisa séria, é ser os olhos de uma maneira geral (mundo) de toda uma nação, é fazer todos terem conhecimento do que está acontecendo, é mostrar a realidade, sempre com apuração, verdade e comprometimento. Encerro esta matéria fazendo jus a uma frase conhecida do jornalista e escritor brasileiro Alberto Dines: “A sociedade que aceita qualquer jornalismo não merece jornalismo melhor".

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